sábado, 21 de dezembro de 2013

Bibliotecas Escolares e a Era Digital

Já não existem dúvidas que há um abismo entre o passado e o presente, entre a ardósia e o computador. Em poucos anos a tecnologia instalou-se nas nossas vidas e, de repente, parece impensável viver sem um telemóvel ou estar um dia sem internet.
As mudanças foram muitas e a sociedade, se quiserem governo, encarregou-se de as fazer chegar aos mais variados setores da nossa vida. A Era Digital pôs o papel e a caneta na gaveta e abraçou o computador, nada se faz sem um sistemazinho informático a funcionar... quando isso falha...as finanças deixam as pessoas à espera, nos hospitais ninguém marca consultas, os bancos fecham as portas, no posto de médico a confusão instala-se só para falar nos banais acontecimentos a que todos já estamos habituados.
Nas escolas, e como já partilhei, essas mudanças também chegaram. A abolição dos velhinhos livros de ponto, as entradas na escola com portão automático e cartões digitais, os quadros interativos sempre ligados a um computador, quase tudo mudou.
"Quase tudo" mas não tudo.
Apesar de uma sociedade transformada, o papel da escola mantém-se o mesmo: o de preparar os alunos para o mundo, para uma vida ativa na sociedade, incutir-lhes a consciência crítica e o sentido de responsabilidade, no fundo, desenvolver nos alunos competências que lhes permitam não só agir com consciência na sociedade bem como ter sucesso na sua vida pessoal e profissional.
A missão é a mesma mas a realidade é bem diferente e a forma como essa missão é alcançada acompanha todas essas diferenças.
A mais significativa dessas diferenças é a forma como o aluno é atualmente encarado, ao contrário do passado, ele tem um papel ativo no seu próprio processo de aprendizagem. Ele é o centro e o motor desse processo para tal toda a comunidade educativa deve contribuir para que o aluno consiga realizar com sucesso o seu processo de aprendizagem.
No meio de todas estas mudanças, quem sabe se de certa forma impulsionada por elas ou não, a BE (Biblioteca Escolar) também mudou.
Na minha perspetiva, esta centralização no aluno fez com que a BE ganhasse força dentro do sistema educativo. A estrutura escolar não possuía resposta para as novas necessidades dos alunos e a renovação da BE veio apresentar a solução mais fácil para este problema.

Deixou de ser um conhecido depósito de livros para passar a estar equipada com as mais novas tecnologias presentes numa escola, a bibliotecária que fazia crochet e mantinha os livros encerrados a sete chaves deu lugar à figura do professor bibliotecário que reune numa só pessoa o melhor dos dois mundos (a parte pedagógica que lhe dá a profissão de professor e a parte técnica de gestão da informação que é obrigado a possuir para se candidatar ao lugar) e deve juntamente com a sua equipa trabalhar em estreita colaboração com a comunidade docente para fazer da sua BE um verdadeiro complemento ao trabalho desenvolvido pelos professores das diferentes disciplinas.
Mudar mentalidades é difícil, claro que não se deixa o crochet de um dia para o outro (ainda por cima na altura do Natal com tanta botinha para fazer...) mas pelo menos os primeiros passos estão dados e nascem assim as BE's do século XXI.
Nos dias de hoje a informação é conhecimento. Quem procura, pesquisa, reflete, pondera e "domina" a informação da melhor maneira também conseguirá possuir mais e melhores conhecimentos. Saber ler e escrever já não chega agora e através da informação adquirida das mais diversas formas e utilizando os mais variados formatos.
Totalmente preparadas (ou pelos menos teoricamente) para corresponder aos novos desafios da sociedade, as  BE´s representam a resposta, por excelência, do sistema educativo para a preparação dos alunos para o mundo dos nossos dias por ser extamente o espaço onde a informação está reunida/concentrada não há BE que se preze que não tenha computadores com acesso à internet, um acervo variado de livros (enciclopédias, livros técnicos, ...), ficheiros, DVD's, Cd's Room e tudo isto interligado com um sem número de ferramentas online que podem permitir o acesso a muitos outros documentos podendo aumentar consideravelmente não só a quantidade mas a qualidade da informação a que se acede através de, por exemplo, filtros que existem especialmente para esse fim.

sábado, 16 de novembro de 2013

Aprender... mas como?

Respondendo a mais um  desafio do professor da disciplina de TIC cá estou a eu a apresentar-vos as principais conclusões que tirei das leituras que realizei, da experiência pessoal e das partilhas que foram feitas no primeiro fórum da disciplina.

O ponto de partida para a reflexão foi dado pelo professor...

A investigação tem demonstrado que a estratégia de acrescentar a tecnologia às atividades já existentes na escola, sem nada alterar nas práticas habituais de ensinar, não produz bons resultados na aprendizagem.

Sendo assim, que tipo de atividades devem ser desenvolvidas para favorecer a aquisição de conhecimentos significativos? 


O primeiro pensamento que partilho é que quer gostemos mais ou menos a "Era Digital" chegou para ficar e não adianta fingir que ainda não nos apercebemos as diferenças. O papel e a caneta deram lugar ao computador e nós, de outra Era, temos de nos atualizar para não perdermos o comboio por um lado e porque as potencialidades dos novos materiais podem ser uma mais valia na nossa atividade de docentes se soubermos utilizá-los e tirar deles o que de melhor têm para oferecer, a nós e aos nossos alunos.

O segundo pensamento está relacionado com o medo. Medo que todos estes avanços tecnológicos tirem o lugar aos professores e medo que todo este mundo que se abre para os nossos alunos e para nós (em especial a utilização da internet) represente um perigo. 
Neste campo talvez tenhamos de nos consciencializar que o papel do professor é e continuará a ser fundamental para o desenvolvimento das capacidades e competências da criança. Talvez passemos a ensinar coisas diferentes ou a ter de desenvolver competências que até agora eram desvalorizadas ou desnecessárias mas, como foi largamente refletido no fórum, o papel do professor mantém-se e não podemos fugir das nossas obrigações educativas (por muito que nos custe a nós, de outra Era, atualizar conhecimentos para melhor podermos desempenhar a nossa função).
Quanto à internet poder ser um perigo. Tudo o pode ser se não for usado com sensatez e conhecimento. Em vez de proibirmos os nossos alunos de "utilizarem" determinadas coisas (por exemplo: Facebook) talvez fosse muito mais importante informá-los e instruí-los sobre a correta utilização que devem fazer.

O terceiro e último pensamento está relacionado com todas as mudanças que esta nova Era nos traz. Não foi só o computador que chegou, foi uma nova forma de comunicar, de conhecer o mundo, de partilhar conhecimentos e experiências. A nossa sala de aula é agora do tamanho que nós lhe queiramos dar, os limites somos nós que os fazemos.
Mas a mudança não pode ser só em nós e nas ferramentas que utilizamos tem de ser também na base, na programação, nos conteúdos, na pedagogia que utilizamos, nas políticas educativas, nas orientações institucionais, tudo tem de responder aos desafios desta nova Era, às suas exigências e às suas potencialidades.

Para finalizar e respondendo à pergunta que despoletou todas estas reflexões, as atividades desenvolvidas têm de utilizar o que de melhor a tecnologia possuí para potenciar a aprendizagem que pretendemos. Por exemplo, em vez do educador explicar o que é um computador e quais as partes que o constituem porque não mostrar este vídeo aos seus alunos?






Dificuldades

Este ainda é um mundo que estou a descobrir, por este andar acho que esta aventura em que me meti vai trazer um bom punhado de histórias à minha vida.
Uma das minhas colegas de curso diz que esta coisa tem "vida própria" eu diria que tem vida, vontade e personalidade.
Onde me fui meter...

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Primeiros Passos

Este projeto surge inserido numa cadeira do Mestrado em Gestão da Informação e Bibliotecas Escolares que estou a realizar neste momento.

Aventuras com história é a tentativa que fazer com que este não seja apenas um projeto de curso mas que seja também um projeto pessoal (porque não?).

Quem me conhece diz que sou uma criaturinha cheia de aventuras daquelas que não costumam acontecer a qualquer pessoa.

Talvez seja agora que torne públicos meia dúzia de pensamentos que me têm acompanhado ao longo dos anos e que muito se relacionam com as histórias desta (ainda) curta vida.