domingo, 16 de fevereiro de 2014

E falando de arte visual...




Adaptando um celebre verso atrevo-me a dizer:

E o que é que a analise tem?
Que mesmo não sabendo nada de um quadro
Ele continua a fazer-nos sentir bem...

Neste caso "sentir bem" não se aplicará mas serve de mote à minha reflexão.

Tenho de concordar que é importante, senão fundamental, ensinar a olhar, a ver e a interpretar quando as palavras não existem e quando tudo o que fica são imagens. Num mundo altamente visual estas competências têm de ser adquiridas e treinadas.

Porém, também sabe bem apreciar só pelo prazer do que determinada imagem nos faz sentir, sem a contextualizar, sem nos demorarmos com a análise do traço ou da cor, sem tentarmos perceber o que nos quis o autor transmitir...

Van Gogh tem esse efeito em mim, conheci o seu trabalho numa aula de inglês há muitos anos atrás, na altura fomos convidados a descrever o quarto que este artista pintou  e depressa me apaixonei pelos traços.

Se não tiverem tempo para analisar pelo menos olhem e apreciem o que vos surge à frente, parar e olhar é o primeiro passo. Não fiquem indiferentes, não se abstenham,...

E porque vale a pena, percam tempo e analisem, escolham  o método que lhes parecer mais adequado, com o qual se sentirem mais à vontade mas estudem e analisem, vejam mais do que o que fica com o primeiro olhar, a primeira impressão.

Pedaço de Mim


A tecnologia e eu.
A bem da verdade tenho de confessar que as tecnologias nunca foram o meu forte.
O computador chegou à minha vida já tarde e a relação com ele nunca foi de grande afinidade, estabelecemos uma relação profissional em que eu não mexo onde não sei e ele não bloqueia estupidamente.
Quando me meti nesta aventura estava longe de imaginar que teria de construir um blogue... cena estranha que ouvia falar no café mas que até à construção deste nunca tinha sequer visualizado.
Bem pedi a amigos ajuda mas para eles os blogues já são construções ultrapassadas e aliado à falta de tempo (deles e minha) vi-me sozinha neste desafio a visualizar vídeos de youtube para ver se me safava.
Tudo foi uma aventura... orientar-me neste universo foi complicado e só depois de muitas tentativas e erros descobri coisas tão simples como pôr títulos  nas publicações.
Essencialmente esta é uma vitória pessoal. Cada descoberta, cada inovação a mim o devo.
Este é sem dúvida um pedaço de mim e consiga eu continuá-lo ou não após a "obrigação" cessar valeu a pena por tudo o que aprendi. Fiquei mais rica e sento-me mais atualizada neste nosso mundo profundamente tecnológico.
Obrigada pelo desafio professor.







domingo, 2 de fevereiro de 2014

Grelha de Observação de Imagens

Parece que foi ontem que toda esta aventura começou e já estamos quase no fim do semestre.

A vida dá realmente muitas voltas... Meia dúzia de meses e uma vida transformada mas não me queixo, nem tudo mudou para pior.

Para cumprir o calendário compete-me partilhar convosco mais umas aprendizagens. Desta vez confesso que o tema mexeu comigo mais do que pretendia. Trouxe um monte de recordações muito doces de pessoas que já partiram há muito mas vou deixar essas partilhas para outras publicações.

Fomos convidados pelo nosso professor a realizar uma grelha de observação para análise de imagens.
Depois de mais um aceso fórum com muitas trocas de conhecimento, experiências pessoais e opiniões foi-nos proposto construir uma grelha, escolher uma imagem e preenchê-la.

O problema é que sou Educadora de Infância de formação e para nós a intencionalidade é tudo. Se fazemos uma coisa (seja ela qual for) tem de existir um objetivo, uma intenção por isso construir uma grelha só por construir parecia-me "vazio" e sem propósito e vai daí dei largas à minha imaginação e idealizei uma atividade onde a inclusão da grelha fazia, para mim, todo o sentido.
Duas fotos (imagens) escolhidas



E uma grelha para as analisar

GRELHA DE OBSERVAÇÃO
Onde achas que estão as meninas na imagem 1?


Onde achas que estão os meninos na imagem 2?


O que vês na imagem 1? E na imagem 2?


Achas que as meninas estão contentes? Porquê?


Achas que os meninos estão contentes? Porquê?


Achas que as meninas podiam estar iguais se estivessem na escola?



Achas que os meninos podiam estar iguais num passeio/visita de estudo?



O que achas que devia mudar nestas imagens?


Como achas que podia mudar?


Já viste alguém a lutar na escola? O que fizeste?


Já alguém te bateu? Já bateste em alguém?




Mas depois de um fórum muito voltado para os quadros e pinturas e de um desafio que propunha a elaboração de uma grelha e só depois a escolha de uma imagem não resisti a fazer as coisas de outra maneira e elaborei mais uma grelha.

Que nome darias ao quadro?


Quando e onde achas que foi pintado?


Descreve o que vês?


O que te parece mais importante? Porquê?


Quando observas a imagem, onde se concentra a tua atenção?

Achas que este quadro foi pintado com alguma intenção? Se sim qual?

Alguma coisa te parece errada? O quê?


Alguma coisa te intriga? O quê?


Que sentimentos te provoca?


Achas que podias ser o autor do quadro? Porquê?

Descobre coisas sobre o autor.


Descobre coisas sobre o quadro.



Desta vez inspirada por uma imagem diferente



Uma grelha aberta que poderá ser utilizada em outras análises. 
E muito ainda fica por dizer mas noutras publicações... 

sábado, 21 de dezembro de 2013

Bibliotecas Escolares e a Era Digital

Já não existem dúvidas que há um abismo entre o passado e o presente, entre a ardósia e o computador. Em poucos anos a tecnologia instalou-se nas nossas vidas e, de repente, parece impensável viver sem um telemóvel ou estar um dia sem internet.
As mudanças foram muitas e a sociedade, se quiserem governo, encarregou-se de as fazer chegar aos mais variados setores da nossa vida. A Era Digital pôs o papel e a caneta na gaveta e abraçou o computador, nada se faz sem um sistemazinho informático a funcionar... quando isso falha...as finanças deixam as pessoas à espera, nos hospitais ninguém marca consultas, os bancos fecham as portas, no posto de médico a confusão instala-se só para falar nos banais acontecimentos a que todos já estamos habituados.
Nas escolas, e como já partilhei, essas mudanças também chegaram. A abolição dos velhinhos livros de ponto, as entradas na escola com portão automático e cartões digitais, os quadros interativos sempre ligados a um computador, quase tudo mudou.
"Quase tudo" mas não tudo.
Apesar de uma sociedade transformada, o papel da escola mantém-se o mesmo: o de preparar os alunos para o mundo, para uma vida ativa na sociedade, incutir-lhes a consciência crítica e o sentido de responsabilidade, no fundo, desenvolver nos alunos competências que lhes permitam não só agir com consciência na sociedade bem como ter sucesso na sua vida pessoal e profissional.
A missão é a mesma mas a realidade é bem diferente e a forma como essa missão é alcançada acompanha todas essas diferenças.
A mais significativa dessas diferenças é a forma como o aluno é atualmente encarado, ao contrário do passado, ele tem um papel ativo no seu próprio processo de aprendizagem. Ele é o centro e o motor desse processo para tal toda a comunidade educativa deve contribuir para que o aluno consiga realizar com sucesso o seu processo de aprendizagem.
No meio de todas estas mudanças, quem sabe se de certa forma impulsionada por elas ou não, a BE (Biblioteca Escolar) também mudou.
Na minha perspetiva, esta centralização no aluno fez com que a BE ganhasse força dentro do sistema educativo. A estrutura escolar não possuía resposta para as novas necessidades dos alunos e a renovação da BE veio apresentar a solução mais fácil para este problema.

Deixou de ser um conhecido depósito de livros para passar a estar equipada com as mais novas tecnologias presentes numa escola, a bibliotecária que fazia crochet e mantinha os livros encerrados a sete chaves deu lugar à figura do professor bibliotecário que reune numa só pessoa o melhor dos dois mundos (a parte pedagógica que lhe dá a profissão de professor e a parte técnica de gestão da informação que é obrigado a possuir para se candidatar ao lugar) e deve juntamente com a sua equipa trabalhar em estreita colaboração com a comunidade docente para fazer da sua BE um verdadeiro complemento ao trabalho desenvolvido pelos professores das diferentes disciplinas.
Mudar mentalidades é difícil, claro que não se deixa o crochet de um dia para o outro (ainda por cima na altura do Natal com tanta botinha para fazer...) mas pelo menos os primeiros passos estão dados e nascem assim as BE's do século XXI.
Nos dias de hoje a informação é conhecimento. Quem procura, pesquisa, reflete, pondera e "domina" a informação da melhor maneira também conseguirá possuir mais e melhores conhecimentos. Saber ler e escrever já não chega agora e através da informação adquirida das mais diversas formas e utilizando os mais variados formatos.
Totalmente preparadas (ou pelos menos teoricamente) para corresponder aos novos desafios da sociedade, as  BE´s representam a resposta, por excelência, do sistema educativo para a preparação dos alunos para o mundo dos nossos dias por ser extamente o espaço onde a informação está reunida/concentrada não há BE que se preze que não tenha computadores com acesso à internet, um acervo variado de livros (enciclopédias, livros técnicos, ...), ficheiros, DVD's, Cd's Room e tudo isto interligado com um sem número de ferramentas online que podem permitir o acesso a muitos outros documentos podendo aumentar consideravelmente não só a quantidade mas a qualidade da informação a que se acede através de, por exemplo, filtros que existem especialmente para esse fim.

sábado, 16 de novembro de 2013

Aprender... mas como?

Respondendo a mais um  desafio do professor da disciplina de TIC cá estou a eu a apresentar-vos as principais conclusões que tirei das leituras que realizei, da experiência pessoal e das partilhas que foram feitas no primeiro fórum da disciplina.

O ponto de partida para a reflexão foi dado pelo professor...

A investigação tem demonstrado que a estratégia de acrescentar a tecnologia às atividades já existentes na escola, sem nada alterar nas práticas habituais de ensinar, não produz bons resultados na aprendizagem.

Sendo assim, que tipo de atividades devem ser desenvolvidas para favorecer a aquisição de conhecimentos significativos? 


O primeiro pensamento que partilho é que quer gostemos mais ou menos a "Era Digital" chegou para ficar e não adianta fingir que ainda não nos apercebemos as diferenças. O papel e a caneta deram lugar ao computador e nós, de outra Era, temos de nos atualizar para não perdermos o comboio por um lado e porque as potencialidades dos novos materiais podem ser uma mais valia na nossa atividade de docentes se soubermos utilizá-los e tirar deles o que de melhor têm para oferecer, a nós e aos nossos alunos.

O segundo pensamento está relacionado com o medo. Medo que todos estes avanços tecnológicos tirem o lugar aos professores e medo que todo este mundo que se abre para os nossos alunos e para nós (em especial a utilização da internet) represente um perigo. 
Neste campo talvez tenhamos de nos consciencializar que o papel do professor é e continuará a ser fundamental para o desenvolvimento das capacidades e competências da criança. Talvez passemos a ensinar coisas diferentes ou a ter de desenvolver competências que até agora eram desvalorizadas ou desnecessárias mas, como foi largamente refletido no fórum, o papel do professor mantém-se e não podemos fugir das nossas obrigações educativas (por muito que nos custe a nós, de outra Era, atualizar conhecimentos para melhor podermos desempenhar a nossa função).
Quanto à internet poder ser um perigo. Tudo o pode ser se não for usado com sensatez e conhecimento. Em vez de proibirmos os nossos alunos de "utilizarem" determinadas coisas (por exemplo: Facebook) talvez fosse muito mais importante informá-los e instruí-los sobre a correta utilização que devem fazer.

O terceiro e último pensamento está relacionado com todas as mudanças que esta nova Era nos traz. Não foi só o computador que chegou, foi uma nova forma de comunicar, de conhecer o mundo, de partilhar conhecimentos e experiências. A nossa sala de aula é agora do tamanho que nós lhe queiramos dar, os limites somos nós que os fazemos.
Mas a mudança não pode ser só em nós e nas ferramentas que utilizamos tem de ser também na base, na programação, nos conteúdos, na pedagogia que utilizamos, nas políticas educativas, nas orientações institucionais, tudo tem de responder aos desafios desta nova Era, às suas exigências e às suas potencialidades.

Para finalizar e respondendo à pergunta que despoletou todas estas reflexões, as atividades desenvolvidas têm de utilizar o que de melhor a tecnologia possuí para potenciar a aprendizagem que pretendemos. Por exemplo, em vez do educador explicar o que é um computador e quais as partes que o constituem porque não mostrar este vídeo aos seus alunos?






Dificuldades

Este ainda é um mundo que estou a descobrir, por este andar acho que esta aventura em que me meti vai trazer um bom punhado de histórias à minha vida.
Uma das minhas colegas de curso diz que esta coisa tem "vida própria" eu diria que tem vida, vontade e personalidade.
Onde me fui meter...

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Primeiros Passos

Este projeto surge inserido numa cadeira do Mestrado em Gestão da Informação e Bibliotecas Escolares que estou a realizar neste momento.

Aventuras com história é a tentativa que fazer com que este não seja apenas um projeto de curso mas que seja também um projeto pessoal (porque não?).

Quem me conhece diz que sou uma criaturinha cheia de aventuras daquelas que não costumam acontecer a qualquer pessoa.

Talvez seja agora que torne públicos meia dúzia de pensamentos que me têm acompanhado ao longo dos anos e que muito se relacionam com as histórias desta (ainda) curta vida.